Súmula 520 do STJ
“O benefício de saída temporária no âmbito da execução penal é ato jurisdicional insuscetível de delegação à autoridade administrativa do estabelecimento prisional. (TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 25/03/2015, DJe 06/04/2015)”
Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STJ
Não. A Súmula 520 do STJ estabelece que a saída temporária na execução penal é ato jurisdicional, ou seja, depende de decisão do juiz da execução e não pode ser delegada à autoridade administrativa do presídio. O diretor do estabelecimento prisional, portanto, não tem competência para conceder o benefício por conta própria.
A saída temporária é um benefício da execução penal que autoriza o preso a deixar o estabelecimento por período determinado, em situações como visita à família ou estudo. Por envolver a análise de requisitos legais e a modulação do cumprimento da pena, o STJ firmou que se trata de ato jurisdicional: cabe ao juiz da execução examinar o pedido e decidir de forma fundamentada.
A consequência prática é que a administração penitenciária não pode substituir o Judiciário nessa avaliação. Delegar ao diretor do presídio a decisão sobre cada saída esvaziaria o controle judicial sobre o benefício, e é exatamente essa delegação que a súmula veda.
O entendimento atinge práticas como as chamadas saídas automatizadas, em que uma única decisão judicial genérica deixava à autoridade administrativa a definição das saídas seguintes. Pela súmula, cada concessão exige atuação jurisdicional, ainda que o juiz possa organizar calendários e condições na própria decisão.
Em regra, o preso que preenche os requisitos legais deve formular o pedido ao juízo da execução, com manifestação do Ministério Público. Como a aplicação envolve as circunstâncias de cada apenado, os tribunais examinam caso a caso o preenchimento dos requisitos e a forma de concessão.
“O benefício de saída temporária no âmbito da execução penal é ato jurisdicional insuscetível de delegação à autoridade administrativa do estabelecimento prisional. (TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 25/03/2015, DJe 06/04/2015)”
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