A lógica do duodécuplo
A capitalização de juros em periodicidade inferior à anual só é admitida quando pactuada de forma expressa e clara: o consumidor precisa ter condições de saber que os juros serão compostos. A tese, porém, dispensa fórmulas sacramentais para essa pactuação.
Quando a taxa anual prevista no contrato supera doze vezes a taxa mensal, isso matematicamente só ocorre com juros compostos. Por isso, o STJ entendeu que essa previsão numérica já revela ao contratante a existência da capitalização, autorizando a cobrança da taxa efetiva anual contratada.
O que isso significa na prática
Na análise de um contrato bancário, basta comparar a taxa mensal multiplicada por doze com a taxa anual informada. Se a anual for maior, a capitalização se considera pactuada; se as taxas não constarem do contrato ou não revelarem essa diferença, a cobrança de juros capitalizados pode ser questionada.
Cada contrato tem redação própria, e os tribunais verificam caso a caso se as taxas foram efetivamente informadas de modo claro.
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