O que está em discussão
A controvérsia afetada é exatamente a situação de quem vendeu o carro, não comunicou a venda ao órgão de trânsito no prazo legal e depois se vê cobrado por multas e infrações cometidas pelo novo dono. O STJ vai uniformizar se, e em que medida, o antigo proprietário responde por essas penalidades.
Como o julgamento seguirá o rito dos recursos repetitivos, a tese que vier a ser fixada será de observância obrigatória pelos demais tribunais do país em casos idênticos, encerrando a divergência hoje existente.
O que fazer enquanto não há tese definida
Enquanto o repetitivo não é julgado, não há orientação vinculante consolidada sobre o alcance da responsabilidade do vendedor, e os tribunais decidem caso a caso. Processos que tratam da mesma questão podem ficar suspensos aguardando a definição, conforme determinação do próprio STJ.
Do ponto de vista preventivo, a comunicação da venda ao órgão de trânsito na forma e no prazo legais continua sendo a conduta que evita a discussão: o litígio afetado diz respeito justamente aos casos em que essa comunicação não ocorreu.
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