O que a tese decidiu
O ponto central da tese é que a área de abastecimento de aeronaves é, por si só, área de risco segundo o Anexo 2 da NR 16 do Ministério do Trabalho. Por isso, o direito ao adicional não depende de o empregado executar pessoalmente o abastecimento.
Basta que a atividade seja exercida dentro dessa área de risco, na parte externa da aeronave, para que o adicional seja devido. A tese alcança, portanto, trabalhadores de solo que atuam no entorno da aeronave durante a operação.
Limites do entendimento
A tese contém uma delimitação expressa: a atividade deve ocorrer na área externa da aeronave. Quem trabalha em outros locais, fora da área de abastecimento caracterizada como de risco, não é alcançado automaticamente pelo entendimento.
A definição de quem efetivamente atua dentro da área de risco é questão de prova, normalmente pericial, e os tribunais examinam caso a caso a rotina do trabalhador e o local exato de suas atividades.
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