O critério do nexo finalístico
A tese define que o fator decisivo é a finalidade da arma. Quando há nexo finalístico entre o uso da arma e o tráfico, isto é, quando ela serve para proteger a droga, o ponto de venda ou a atividade criminosa, incide a causa de aumento do art. 40, IV, da Lei 11.343/2006, e o crime de porte ou posse ilegal fica absorvido pelo tráfico.
Nesse cenário, o agente não responde por dois crimes: a arma funciona como circunstância que aumenta a pena do tráfico, e não como delito separado do Estatuto do Desarmamento.
Quando a arma vira crime autônomo
Se não ficar demonstrado que a arma servia à atividade de tráfico, o porte ou a posse ilegal é punido como crime autônomo, em concurso material com o tráfico de drogas. Na prática, as penas dos dois delitos são somadas, o que pode resultar em punição total maior do que a simples majorante.
A existência ou não do nexo finalístico é questão de prova, examinada caso a caso pelos tribunais a partir das circunstâncias da apreensão, como o local onde a arma foi encontrada e sua relação com a droga.
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