Como funciona o benefício
O regime especial autoriza a construtora contratada para obras do programa Minha Casa, Minha Vida a recolher, de forma unificada, tributos equivalentes a 1% da receita mensal auferida pelo contrato de construção. O STJ identificou quatro condições cumulativas: existência de contrato, participação de empresa construtora, objeto voltado a unidades habitacionais de até R$ 100 mil no âmbito do programa e a condição temporal ligada a 31 de dezembro de 2018.
A controvérsia estava justamente na condição temporal: a expressão "até 31 de dezembro de 2018" encerraria o benefício nessa data ou apenas delimitaria os contratos alcançados?
A interpretação adotada pelo STJ
Para o tribunal, o benefício é devido "pelo" contrato: enquanto o contrato firmado dentro do prazo não se exaurir, o benefício fiscal também não se exaure. O recolhimento unificado e a vida do contrato estão normativamente correlacionados, de modo que a construtora contratada até 31/12/2018 mantém o regime até a conclusão da obra.
O STJ observou ainda que a Lei 13.970/2019 explicitou essa lógica, condicionando o benefício à contratação ou ao início das obras até 31 de dezembro de 2018 e estendendo o regime até a extinção do contrato e, em caso de venda da unidade, até a quitação plena do preço.
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