Tema 312 da Repercussão Geral (STF) · RE 580.963
“É inconstitucional, por omissão parcial, o parágrafo único do art. 34 da Lei 10.741/2003 (Estatuto do Idoso).”
Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STF
Em regra, não. O STF declarou no Tema 312 a inconstitucionalidade por omissão parcial do parágrafo único do artigo 34 do Estatuto do Idoso. A consequência prática reconhecida é que o BPC já recebido por um idoso da família não deve, por si só, inviabilizar a concessão de novo benefício assistencial a outro membro.
O parágrafo único do artigo 34 do Estatuto do Idoso previa que o BPC concedido a um idoso não seria computado na renda familiar para fins de concessão de outro BPC a idoso da mesma família. A omissão estava no alcance restrito da regra, que não contemplava situações equivalentes, como benefícios de outra natureza ou de valor mínimo.
O STF reconheceu essa inconstitucionalidade por omissão parcial, apontando que o tratamento desigual entre situações de igual vulnerabilidade não se sustenta constitucionalmente.
A partir dessa declaração, a exclusão do benefício já recebido do cálculo da renda per capita não pode ficar limitada à hipótese literal da lei. A avaliação da miserabilidade da família deve considerar a realidade concreta, e não apenas a soma aritmética de rendas.
Como o STF reconheceu a omissão sem redigir uma regra substitutiva completa, a aplicação a cada configuração familiar (idoso, pessoa com deficiência, benefícios previdenciários de um salário mínimo) é definida pelos tribunais caso a caso, à luz do caso concreto.
“É inconstitucional, por omissão parcial, o parágrafo único do art. 34 da Lei 10.741/2003 (Estatuto do Idoso).”
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