Por que a compulsoriedade é o problema
O entendimento distingue duas situações. A lei estadual não pode transformar o custeio da assistência à saúde dos militares estaduais em obrigação imposta a toda a categoria, descontando compulsoriamente parte da remuneração para compor o fundo. Essa imposição foi considerada inconstitucional.
Por outro lado, o próprio entendimento reconhece que o estado pode organizar um sistema de assistência à saúde para bombeiros e policiais militares financiado por contribuição facultativa. Nesse modelo, o militar escolhe aderir ou não ao fundo, e só contribui quem optar pelo serviço.
O que isso significa na prática
Policiais e bombeiros militares estaduais que sofrem desconto obrigatório para fundo de saúde com base em lei estadual podem questionar a cobrança, já que o STF considerou inconstitucional esse formato compulsório. A discussão sobre devolução de valores e efeitos concretos, porém, depende do caso e da modulação eventualmente aplicada.
Para os estados, a orientação é clara: a via legítima de custeio é a adesão voluntária. Os tribunais examinam caso a caso as leis locais para verificar se a contribuição criada é de fato facultativa ou se mascara uma imposição.
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