Tema Repetitivo 990 (STJ) · REsp 1712163/SP
“As operadoras de plano de saúde não estão obrigadas a fornecer medicamento não registrado pela ANVISA.”
Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STJ
Sim, em regra. O STJ fixou no Tema 990 que as operadoras de plano de saúde não estão obrigadas a fornecer medicamento não registrado pela ANVISA. Enquanto o produto importado não obtiver o registro sanitário no Brasil, a negativa de cobertura tende a ser considerada legítima pelos tribunais, que examinam cada situação concretamente.
O STJ definiu de forma direta que as operadoras de plano de saúde não estão obrigadas a fornecer medicamento não registrado pela ANVISA. A regra vale mesmo para produtos já comercializados no exterior: o que importa, para a tese, é a ausência de registro no Brasil.
A tese adota um divisor claro: sem o registro na ANVISA, a operadora não pode ser compelida a custear o medicamento. Esse critério objetivo reduz a margem de controvérsia nas ações de cobertura contra planos de saúde.
Se o medicamento obtiver o registro no curso do tratamento, a situação muda de figura e passa a depender do exame do caso concreto, pois a tese trata apenas do fármaco não registrado.
Antes de acionar o convênio, vale conferir a situação do medicamento junto à ANVISA. Para produtos sem registro, a pretensão contra a operadora tende a não prosperar, e eventual pedido dirigido ao poder público segue requisitos próprios, examinados caso a caso pelos tribunais.
“As operadoras de plano de saúde não estão obrigadas a fornecer medicamento não registrado pela ANVISA.”
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