O que a decisão veda
A antiguidade é critério central para a progressão na carreira da magistratura, e sua disciplina básica está na Loman. O STF entendeu que os tribunais locais não podem, por regimento interno, acrescentar critérios de desempate desvinculados da função jurisdicional, pois isso extrapola o espaço regimental e afeta o regime jurídico nacional da magistratura.
O vício identificado não é a existência de desempate em si, mas o uso de parâmetros estranhos à atividade de julgar como fator de ordenação entre magistrados empatados em antiguidade.
Consequências práticas
Regras regimentais desse tipo ficam sujeitas a declaração de inconstitucionalidade, o que pode impactar listas de antiguidade, promoções e remoções baseadas nesses critérios. Magistrados preteridos por desempates fundados em fatores alheios à jurisdição têm argumento consolidado para questionar o ato.
Como a tese trata de normas regimentais específicas, a verificação de quais critérios são ou não estranhos à função jurisdicional em cada regimento é feita caso a caso pelos tribunais.
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