O que o STJ vai decidir
A controvérsia afetada consiste em definir a possibilidade de ajuizamento de cumprimento e liquidação de sentença coletiva no foro do domicílio do substituto processual (a entidade que atuou na ação coletiva), independentemente de onde residem os substituídos, ou seja, os beneficiários individuais da decisão.
A escolha do foro tem impacto direto na execução de sentenças coletivas: concentrar as execuções no domicílio do substituto pode facilitar a gestão dos processos, mas também suscita debate sobre a competência e o acesso dos beneficiários à Justiça.
Efeitos práticos enquanto não há tese
Como o tema foi afetado ao rito dos recursos repetitivos, a tese que vier a ser fixada terá eficácia vinculante e orientará todos os processos que discutam a mesma questão. Enquanto isso, os tribunais examinam caso a caso, e é comum que processos idênticos fiquem suspensos aguardando a definição.
Quem pretende liquidar ou executar sentença coletiva deve verificar a situação do julgamento dos repetitivos antes de definir a estratégia de foro, pois a resposta definitiva dependerá da tese a ser firmada pela Corte Especial.
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