O que a súmula assegura
O ponto central da súmula é que o contribuinte não precisa provar que a doença está ativa no momento do pedido ou da renovação da isenção. Basta o diagnóstico da moléstia grave: a ausência de sintomas atuais ou de recidiva não autoriza o fisco a negar ou cassar o benefício.
O entendimento leva em conta que doenças como o câncer exigem acompanhamento prolongado e podem retornar, de modo que condicionar a isenção à manifestação contínua de sintomas esvaziaria a proteção que a lei quis dar ao contribuinte.
Efeitos práticos para o contribuinte
Na prática, a súmula afasta a exigência, comum em perícias e revisões administrativas, de laudos que comprovem doença em atividade. Quem obteve a isenção por moléstia grave tem respaldo para mantê-la mesmo após o fim do tratamento.
A comprovação do diagnóstico original e o enquadramento da doença no rol legal continuam necessários, e os tribunais examinam a documentação médica de cada caso.
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