JurisprudênciaIA

Como se calcula o benefício fiscal do depósito para reinvestimento do imposto de renda?

Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STJ

Resposta rápida

O benefício é calculado sobre o imposto de renda incidente sobre o lucro da exploração. O STJ fixou no Tema 435 que o art. 4º do Decreto-Lei 2.462/88, ao prever 40% sobre o imposto devido somados a 40% de recursos próprios, não alterou a base de cálculo do depósito para reinvestimento.

O que o Decreto-Lei 2.462/88 mudou e o que manteve

O depósito para reinvestimento é um incentivo fiscal em que a empresa destina parte do imposto devido, acrescida de recursos próprios, a aplicações na região beneficiada. O Decreto-Lei 2.462/88 fixou os percentuais de 40% sobre o imposto e 40% de recursos próprios.

A controvérsia estava em saber se essa norma teria ampliado a base de cálculo do benefício. O STJ respondeu que não: permanece a exigência de que o cálculo tome por base o imposto de renda incidente sobre o lucro da exploração, conforme o art. 19, §6º, do Decreto-Lei 1.598/77, incluído pelo Decreto-Lei 1.730/79.

O que isso significa na prática

Empresas que calcularam o benefício sobre o imposto devido total, e não sobre a parcela correspondente ao lucro da exploração, tendem a ter a diferença glosada pelo Fisco com respaldo nesse precedente qualificado.

A apuração concreta do lucro da exploração e dos valores envolvidos em cada período depende da escrituração de cada contribuinte, e os tribunais examinam essa prova caso a caso.

O que dizem os tribunais

Tema Repetitivo 435 (STJ) · REsp 1201850/PE

O art. 4o, do Decreto-Lei n. 2.462/88, ao dispor que o benefício fiscal denominado 'depósito para reinvestimento' é de 40% (quarenta por cento) sobre o valor do imposto devido somado a outros 40% (quarenta por cento) de recursos próprios, não modificou a base de cálculo do benefício fiscal, permanecendo íntegra a exigência de que o benefício deve ser calculado com base no imposto de renda incidente sobre o lucro da exploração (art. 19, §6o, do Decreto-Lei n. 1.598/77, incluído pelo Decreto-Lei n. 1.730/79).

Decisões recentes sobre o tema

Selecionadas automaticamente na nossa base e atualizadas com frequência.

Acórdão

T2 - SEGUNDA TURMA · Rel. MARCO AURÉLIO BELLIZZE · j. 03/06/2026

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Acórdão

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PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. MANDADO DE SEGURANÇA. IRPJ. PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR (PAT). AUSÊNCIA DE NEGATIVA DA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. FORMA DE CÁLCULO. DEDUÇÃO SOBRE O LUCRO TRIBUTÁVEL DA EMPRESA E NÃO SOBRE O IMPOSTO DE RENDA DEVIDO, O QUE REFLETE NO CÁLCULO DO ADICIONAL DO IMPOSTO DE RENDA. LIMITAÇÃO DA DOBRA A 4% DO IMPOSTO DE RENDA DEVIDO E NÃO A 4% DO LUCRO TRIBUTÁVEL. COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO A FUNDAMENT…

Acórdão

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