Por que a recusa configura discriminação ilegal
A Constituição garante igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola e determina que o plano nacional de educação conduza à universalização do atendimento escolar e à formação para o trabalho. A Lei 9.394/1996 (LDB) não faz distinção de modalidade de ensino para o acesso à educação profissional e tecnológica; ao contrário, prevê que a educação de jovens e adultos deve se articular preferencialmente com a educação profissional.
A Lei 12.513/2011, que criou o PRONATEC, também não diferencia os alunos da EJA quanto ao acesso aos cursos técnicos e determinou justamente a sua inclusão. Por isso, negar a matrícula apenas pela origem na EJA é tratamento discriminatório sem amparo legal.
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