Tema 89 da Repercussão Geral (STF) · RE 587.365
“Segundo decorre do art. 201, IV, da Constituição Federal, a renda do segurado preso é a que deve ser utilizada como parâmetro para a concessão do auxílio-reclusão e não a de seus dependentes.”
Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STF
Não, se o marido não era segurado de baixa renda. O STF definiu no Tema 89 que o parâmetro para conceder o auxílio-reclusão é a renda do segurado preso, e não a dos dependentes. Assim, ainda que a esposa esteja sem renda, o benefício em regra não é devido quando o preso tinha renda acima do limite legal.
O auxílio-reclusão é pago aos dependentes do segurado de baixa renda recolhido à prisão. A controvérsia era saber de quem seria essa baixa renda. O STF, interpretando o art. 201, IV, da Constituição, concluiu que a renda a ser considerada é a do próprio segurado preso.
Consequência direta: a necessidade econômica dos dependentes, por si só, não gera o direito ao benefício. Se o segurado ganhava acima do limite de baixa renda fixado na legislação, os dependentes em regra não recebem o auxílio-reclusão, mesmo que fiquem sem qualquer fonte de sustento com a prisão.
A tese fixa o parâmetro constitucional, mas não define o valor do limite de baixa renda nem resolve todas as situações fáticas, como a apuração da renda do segurado no período anterior à prisão. Esses pontos seguem a legislação previdenciária e são examinados pelos tribunais conforme as provas de cada processo.
Para os dependentes, a verificação essencial é objetiva: comprovar a qualidade de segurado do preso e o enquadramento da renda dele no conceito legal de baixa renda.
“Segundo decorre do art. 201, IV, da Constituição Federal, a renda do segurado preso é a que deve ser utilizada como parâmetro para a concessão do auxílio-reclusão e não a de seus dependentes.”
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