Regime de competência, não de caixa
Quando o INSS paga de uma vez benefícios que deveriam ter sido pagos ao longo de meses ou anos, a soma pode empurrar o segurado para faixas mais altas da tabela do imposto de renda, ou fazer incidir imposto sobre quem estaria isento se recebesse mês a mês. A tese do STJ corrige essa distorção.
O cálculo correto reconstitui a situação de cada mês: aplica-se a tabela e a alíquota vigentes na época em que cada parcela era devida, considerando a renda que o segurado auferiu naquele período. A tributação pelo valor global acumulado foi considerada ilegítima.
O que isso significa na prática
Segurados que receberam atrasados com retenção de IR calculada sobre o total podem ter pago imposto a maior e discutir a restituição da diferença. O resultado depende da reconstituição mês a mês dos valores, o que exige demonstrativos do período a que os atrasados se referem.
Cada situação envolve valores, períodos e faixas de isenção próprios, e os tribunais examinam caso a caso. As decisões recentes listadas abaixo mostram como o entendimento vem sendo aplicado.
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