Informativo 735 do STJ
“A escolha pelo Magistrado de medidas cautelares pessoais, em sentido diverso das requeridas pelo Ministério Público, pela autoridade policial ou pelo ofendido, não pode ser considerada como atuação ex officio .”
Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STJ
Sim. O STJ decidiu, em julgado divulgado em informativo, que o juiz, uma vez provocado, pode impor medida cautelar diversa da requerida pelo Ministério Público, como o recolhimento noturno somado à fiança pedida, sem que isso configure atuação de ofício ou ofensa ao sistema acusatório. A escolha da cautelar adequada cabe ao magistrado.
A vedação à atuação de ofício impede que o juiz decrete cautelares sem provocação. No caso, houve provocação: o Ministério Público se manifestou na audiência de custódia pela liberdade provisória com fiança. A partir daí, é do juiz a responsabilidade de analisar a suficiência das medidas à luz do caso concreto, considerando a ordem pública, a instrução criminal e a aplicação da lei penal, como prevê o art. 312 do CPP.
Segundo o entendimento, o juiz não está vinculado ao teor exato do pedido ministerial. Vincular o magistrado transformaria a jurisdição em mera chancela das manifestações do Ministério Público, transferindo ao órgão acusador a escolha do conteúdo da decisão judicial.
O que o julgado autoriza é a calibragem das cautelares depois de o juízo ter sido regularmente provocado, inclusive com providência mais gravosa do que a sugerida pelo Parquet, pela autoridade policial ou pelo ofendido. Isso não se confunde com decretar prisão ou cautelar sem qualquer pedido, hipótese distinta.
Na prática, a defesa não consegue anular a medida apenas porque ela foi além do pedido do Ministério Público; a discussão se desloca para a necessidade e a adequação da cautelar no caso concreto, que os tribunais examinam caso a caso.
“A escolha pelo Magistrado de medidas cautelares pessoais, em sentido diverso das requeridas pelo Ministério Público, pela autoridade policial ou pelo ofendido, não pode ser considerada como atuação ex officio .”
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