Por que a lei estadual é válida
A discussão envolvia saber se o Estado invadia a competência da União para legislar sobre telecomunicações. O STF entendeu que a exigência de informar a velocidade entregue na fatura não regula o serviço de telecomunicação em si, mas protege o consumidor, assegurando transparência sobre aquilo que ele efetivamente recebe em comparação com o contratado.
Como a norma tem natureza consumerista, insere-se na competência legislativa dos Estados sobre direito do consumidor, e por isso foi considerada constitucional.
O que isso significa na prática
Nos Estados que editarem lei nesse sentido, as operadoras de internet móvel e banda larga pós-paga devem incluir na fatura mensal as informações sobre a velocidade diária de download e upload entregue ao cliente. A medida facilita a comparação entre o serviço contratado e o efetivamente prestado.
A validade de outras exigências estaduais sobre serviços de telecomunicações depende do conteúdo de cada norma: quando a lei avança sobre a regulação do serviço em si, o resultado pode ser diverso, como os tribunais examinam caso a caso.
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