O problema de competência legislativa
A disciplina da vacinação envolve normas gerais editadas pela União, que estabelecem em quais hipóteses a aplicação de vacinas pode ocorrer sem prescrição médica. Aos estados cabe atuar de forma suplementar, sem contrariar ou ampliar indevidamente o que a legislação nacional definiu.
Quando a lei estadual cria hipótese nova de dispensa de prescrição, não prevista nas normas gerais, ela extrapola a competência suplementar e invade o espaço reservado à União. Foi exatamente esse o vício identificado pelo STF.
O que isso significa na prática
Estados não podem, por lei própria, flexibilizar a exigência de prescrição médica para vacinas além do que as normas nacionais autorizam. Leis estaduais nesse sentido ficam sujeitas a declaração de inconstitucionalidade formal.
A validade de cada norma estadual sobre o tema depende do confronto com a legislação nacional vigente, exame que os tribunais fazem caso a caso.
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