O alcance da legitimidade reconhecida
A tese trata especificamente do TARE, acordo firmado entre a administração tributária e o contribuinte para instituir regime especial de apuração ou recolhimento de tributo. Quando esse ajuste causa prejuízo à arrecadação, o Ministério Público pode questioná-lo em juízo por meio de ação civil pública.
O fundamento é a legitimação ad causam que o texto constitucional confere ao Ministério Público para defender o erário. A anulação do acordo, nesse contexto, não é vista como mera discussão tributária individual, mas como proteção do patrimônio público.
O que isso significa na prática
Contribuintes que celebram regimes especiais com o fisco não estão imunes ao controle judicial provocado pelo Ministério Público, que pode buscar a anulação do ajuste quando entender que ele lesa o erário. A procedência do pedido, porém, depende da prova do vício ou do prejuízo no caso concreto, e os tribunais examinam cada situação individualmente.
A tese resolve a questão da legitimidade para agir, não o mérito de cada acordo. Um TARE regular, firmado dentro das balizas legais, pode ser mantido mesmo diante de questionamento ministerial.
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