A taxatividade da lei previdenciária
A legislação previdenciária define de forma fechada quem é dependente e até quando recebe a pensão por morte. Para o filho, o limite é a maioridade previdenciária de 21 anos, salvo invalidez. O STJ entendeu que essa lista é taxativa: não cabe ao Judiciário ampliar as hipóteses de manutenção do benefício, sob pena de legislar no lugar do Congresso.
Por isso, atingidos os 21 anos, o filho não inválido perde a condição de dependente e não há como restabelecer a pensão com base em outros fundamentos, como necessidade econômica.
O que isso significa na prática
A tese fecha a porta para pedidos de prorrogação da pensão após os 21 anos fundados em situações não previstas em lei. A ressalva relevante é a invalidez: o filho inválido não se submete ao limite etário, e a comprovação dessa condição é examinada caso a caso pelos tribunais.
Regimes próprios de servidores e regras específicas de outras carreiras podem ter disciplina distinta, o que depende da legislação aplicável a cada situação concreta.
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