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Qual o prazo para desocupar o imóvel quando a ação renovatória é julgada improcedente?

Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STF

Resposta rápida

Depende do tempo de ocupação. Pela Súmula 370 do STF, julgada improcedente a ação renovatória, o locatário tem seis meses para desocupar o imóvel, acrescidos de um mês por ano de ocupação, respeitado o teto de dezoito meses no total. O prazo, portanto, varia entre seis e dezoito meses conforme a duração da locação.

Como o prazo é calculado

A fórmula da súmula tem três elementos: uma base fixa de seis meses, um acréscimo proporcional de tantos meses quantos forem os anos de ocupação do imóvel e um limite máximo de dezoito meses. Um locatário com longa permanência no ponto, assim, pode alcançar o teto, enquanto ocupações curtas ficam próximas da base.

O acréscimo é vinculado aos anos de ocupação, o que valoriza o tempo em que o inquilino explorou o ponto: quanto mais antiga a locação, maior o prazo para a saída, até o limite estabelecido.

O sentido prático da regra

O prazo escalonado busca equilibrar os interesses em jogo: o locador vencedor recupera o imóvel, mas o locatário que perdeu a renovatória ganha tempo razoável para reorganizar a atividade e transferir o negócio, proporcional ao tempo de casa.

A súmula foi editada sob o regime da antiga legislação de locações comerciais. A lei de locações posterior passou a disciplinar expressamente o prazo de desocupação após a improcedência da renovatória, de modo que o prazo aplicável a cada caso depende do regime legal vigente, o que os tribunais examinam concretamente.

O que dizem os tribunais

Súmula 370 do STF

Julgada improcedente a ação renovatória da locação, terá o locatário, para desocupar o imóvel, o prazo de seis meses, acrescido de tantos meses quantos forem os anos da ocupação, até o limite total de dezoito meses.

Decisões recentes sobre o tema

Selecionadas automaticamente na nossa base e atualizadas com frequência.

REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA RECLAMAÇÃO 91.150

Segunda Turma · Rel. ANDRÉ MENDONÇA · j. 23/03/2026

Ementa: Referendo na Medida Liminar na Reclamação. Direito Constitucional e Processual Civil. Conflito fundiário coletivo. Reintegração de posse. Área ocupada por população vulnerável. ADPF nº 828/DF. Regime de transição. Inobservância. Medida liminar referendada. I. Caso em Exame 1. Reclamação ajuizada por associação comunitária contra decisão que determinou a reintegração de posse de área urbana de aproximadamente 400 mil metros quadrados, ocupada por centenas de pessoas em…

AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 399

Tribunal Pleno · Rel. NUNES MARQUES · j. 16/03/2026

Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO E MINERÁRIO. AGRAVO INTERNO EM AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. EXPLORAÇÃO MINERÁRIA. ATIVIDADE PENITENCIÁRIA. SOBREPOSIÇÃO MÍNIMA DE ÁREA. CONCOMITÂNCIA DAS ATIVIDADES POR MAIS DE 36 ANOS. ATO DE CONCESSÃO DE LAVRA. REGULARIDADE. PORTARIA. ANULAÇÃO. IMPROPRIEDADE. RECURSO DESPROVIDO. VERBA HONORÁRIA. MAJORAÇÃO CABÍVEL. I. CASO EM EXAME 1. Agravo interno interposto pelo Estado de São Paulo contra decisão que julgou improcedente pedido veiculado em ação cí…

AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 85.482

Primeira Turma · Rel. CRISTIANO ZANIN · j. 30/12/2025

Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL. DESOCUPAÇÃO DE IMÓVEL. ALEGADA OFENSA AO DECIDIDO NA ADPF 828/DF. NÃO OCORRÊNCIA. ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO DESPROVIDO. I. Caso em exame 1. Agravo regimental interposto contra decisão que julgou improcedente a reclamação, a qual foi proposta para garantir a observância das regras fixadas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF…

AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.964

Tribunal Pleno · Rel. NUNES MARQUES · j. 09/12/2025

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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.568.779

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AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.521.864

Primeira Turma · Rel. FLÁVIO DINO · j. 17/11/2025

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