Informativo 822 do STJ · HC 880.538
“Concedida a liberdade provisória mediante imposição de cautelares diversas da prisão, é lícita a segregação superveniente, desde que observado o comando do art. 312, § 2º, do Código de Processo Penal.”
Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STJ
Sim, é possível. O STJ, em informativo de jurisprudência, afirmou que, concedida a liberdade provisória com cautelares diversas da prisão, é lícita a decretação superveniente da preventiva, desde que observado o art. 312, § 2º, do CPP: decisão motivada, fundada em receio de perigo e em fatos novos ou contemporâneos concretos, como o descumprimento das medidas e o embaraço à investigação.
As decisões sobre medidas cautelares são tomadas rebus sic stantibus, ou seja, valem enquanto permanecer o quadro que as justificou. O art. 282, § 5º, do CPP autoriza o juiz a revogar, substituir ou voltar a decretar a cautelar se sobrevierem razões que a justifiquem, de modo que não há preclusão da decisão que concedeu a liberdade nem imutabilidade do decreto prisional.
A prisão preventiva continua excepcional: exige prova da materialidade, indícios de autoria e demonstração concreta do perigo gerado pela liberdade do imputado, nos termos do art. 312 do CPP.
Quando a liberdade já havia sido concedida, o novo decreto de prisão precisa apontar fatos novos ou contemporâneos que justifiquem a medida extrema, com motivação específica. No caso examinado, pesaram elementos supervenientes como laudo pericial contradizendo a versão do investigado, relatos de testemunhas, registros administrativos omitidos e possível influência na coleta de depoimentos.
Não é necessário que haja exatamente violação das cautelares para o novo decreto, mas a fundamentação deve demonstrar o receio de perigo com base em elementos concretos. Os tribunais examinam caso a caso a suficiência dessa motivação.
“Concedida a liberdade provisória mediante imposição de cautelares diversas da prisão, é lícita a segregação superveniente, desde que observado o comando do art. 312, § 2º, do Código de Processo Penal.”
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