A capacidade postulatória do procurador público
A tese resolve dúvida recorrente no controle concentrado: como a legitimidade para essas ações pertence a autoridades e órgãos definidos constitucionalmente, discutia-se se a advocacia pública poderia subscrever o recurso extraordinário contra o acórdão do tribunal local.
O STF reconheceu que sim. O ponto decisivo é a outorga de poderes: quando o legitimado para a causa confere poderes aos procuradores que assinam as peças recursais, eles detêm capacidade postulatória para levar a discussão ao Supremo.
O que significa na prática
Municípios e demais entes cujos representantes figuram em ações de controle concentrado não precisam contratar advogado privado para o recurso extraordinário: a procuradoria pode atuar, comprovada a outorga de poderes pelo legitimado.
A regularidade da representação em cada processo (existência e alcance da outorga, quem subscreveu o recurso) é examinada pelos tribunais caso a caso, e a ausência de poderes pode comprometer o conhecimento do recurso.
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