Quando surge a responsabilidade do Estado
A tese afasta a ideia de que o poder público responde automaticamente por qualquer acidente com fogos de artifício em estabelecimento privado. É preciso demonstrar a violação de um dever jurídico específico de agir, e a própria tese indica as duas hipóteses em que isso ocorre.
A primeira é a concessão de licença de funcionamento sem observância das cautelas exigidas pela lei. A segunda é o conhecimento, pelo poder público, de irregularidades praticadas pelo particular, sem que providências fossem tomadas. Fora dessas situações, não se caracteriza a responsabilidade estatal.
O que isso significa na prática
Quem pretende responsabilizar o ente público por explosão em loja ou depósito de fogos precisa provar a falha concreta: licença irregular ou ciência prévia das irregularidades. A mera ocorrência do dano, por mais grave que seja, não basta.
A verificação dessas circunstâncias (o que a Administração sabia e como licenciou a atividade) é essencialmente probatória, e os tribunais examinam cada caso à luz desses elementos. As decisões recentes listadas abaixo mostram como o entendimento vem sendo aplicado.
Pesquise a jurisprudência completa
Busque decisões sobre este e outros temas em dezenas de tribunais brasileiros.
Pesquisar jurisprudência