Por que a abertura de capital afasta a imunidade
O ponto central do entendimento é a finalidade da abertura de capital. Quando a sociedade de economia mista lança ações no mercado, ela capta recursos de investidores privados, e esses investidores aportam dinheiro justamente na expectativa de receber lucros como retorno do investimento.
Essa peculiaridade, segundo o STF, é incompatível com a lógica que em outros casos permitiu estender a imunidade tributária a estatais. A presença de acionistas privados com expectativa de lucro descaracteriza o cenário em que a proteção fiscal se justificaria.
O que isso significa na prática
Sociedades de economia mista com ações negociadas em bolsa tendem a ser tratadas, para fins tributários, de forma semelhante às empresas privadas com que competem, sem o benefício da imunidade. A distribuição de resultados a investidores do mercado é o fator decisivo nesse exame.
Ainda assim, a análise da imunidade de estatais costuma considerar as circunstâncias de cada empresa, e os tribunais examinam caso a caso a estrutura societária e a destinação dos lucros. As decisões listadas abaixo mostram como o entendimento vem sendo aplicado.
Pesquise a jurisprudência completa
Busque decisões sobre este e outros temas em dezenas de tribunais brasileiros.
Pesquisar jurisprudência