Informativo 731 do STJ
“O adquirente de imóvel deve pagar as taxas condominiais desde o recebimento das chaves ou, em caso de recusa ilegítima, a partir do momento no qual as chaves estavam à sua disposição.”
Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STJ
Depende do momento em que as chaves ficaram disponíveis. Segundo o STJ, em entendimento divulgado em Informativo de Jurisprudência, o adquirente paga as taxas condominiais desde o recebimento das chaves ou, se a recusa em recebê-las for ilegítima, a partir do momento em que elas estavam à sua disposição.
As despesas de condomínio têm natureza propter rem: acompanham o imóvel e recaem sobre quem mantém relação jurídica direta com o condomínio, seja como proprietário, seja como possuidor. Por isso, o STJ entende que o promitente comprador passa a responder pelas cotas a partir da entrega das chaves, momento em que assume a posse e passa a usufruir, ou a ter à disposição, a estrutura do condomínio.
Havendo ciência do condomínio sobre a alienação da unidade, afasta-se a legitimidade do antigo proprietário para responder pelas taxas a partir de quando a posse passou ao comprador.
Recusar o recebimento das chaves sem fundamento legítimo contraria a boa-fé objetiva e caracteriza mora do adquirente, nos termos do art. 394 do Código Civil, pois ele deixa de receber a prestação devida pelo alienante. Nesse cenário, não há base legal para responsabilizar a construtora pelas taxas se ela cumpriu a obrigação de entregar as chaves, ainda que fora do prazo contratual.
Em resumo: o marco é o recebimento das chaves ou, na recusa injustificada, a data em que elas ficaram disponíveis. Se a recusa tiver justificativa adequada, a solução muda, e os tribunais examinam a legitimidade da recusa caso a caso.
“O adquirente de imóvel deve pagar as taxas condominiais desde o recebimento das chaves ou, em caso de recusa ilegítima, a partir do momento no qual as chaves estavam à sua disposição.”
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