Súmula 201 do STF
“O vendedor pracista, remunerado mediante comissão, não tem direito ao repouso semanal remunerado.”
Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STF
Não, segundo a Súmula 201 do STF. O enunciado afirma que o vendedor pracista remunerado mediante comissão não tem direito ao repouso semanal remunerado. Trata-se de entendimento antigo, ligado à ideia de que a comissão já remuneraria todo o período de trabalho, e sua aplicação atual deve ser examinada caso a caso pelos tribunais.
A súmula trata do vendedor pracista, aquele que trabalha externamente visitando clientes na praça, quando remunerado mediante comissão. Para essa situação, o STF firmou que não haveria direito ao repouso semanal remunerado como parcela autônoma.
A lógica subjacente é a de que a remuneração por comissão, calculada sobre as vendas realizadas, já embutiria a contraprestação do período de descanso. O texto do enunciado menciona apenas o vendedor pracista remunerado mediante comissão; situações diversas, como a de vendedores internos ou de empregados com salário fixo ou misto, não são tratadas expressamente pela súmula.
Por mencionar apenas o pracista remunerado mediante comissão, o enunciado costuma receber interpretação estrita. Quando há parcela fixa de salário, controle de jornada ou outra particularidade na forma de remuneração, a discussão envolve elementos que a súmula não disciplina, e a questão não se resolve apenas com o enunciado.
Por se tratar de entendimento consolidado em época anterior à legislação trabalhista mais recente, os tribunais examinam caso a caso se ele ainda se aplica à relação concreta. As decisões listadas abaixo mostram como o tema vem sendo tratado na prática.
“O vendedor pracista, remunerado mediante comissão, não tem direito ao repouso semanal remunerado.”
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Tribunal Pleno · Rel. Edson Fachin · j. 11/06/2025
EMENTA: Direito do Trabalho. Agravo interno em recurso extraordinário com agravo. REFLEXO DAS HORAS EXTRAS NO REPOUSO SEMANAL REMUNERADO PREVISTO NA LEI Nº 605/49. Ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada. I. Caso em exame 1. Agravo interno contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, o qual tem por objeto acórdão que negou provimento a recurso II. Questão em discussão 2. Preenchimento dos requisitos para conhecimento d…
Primeira Turma · Rel. Flávio Dino · j. 30/05/2025
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Tribunal Pleno · Rel. Edson Fachin · j. 26/05/2025
Ementa: Direito do Trabalho. Agravo interno em recurso extraordinário com agravo. REFLEXO DAS HORAS EXTRAS NO REPOUSO SEMANAL REMUNERADO PREVISTO NA LEI Nº 605/49. Ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada. I. Caso em exame 1. Agravo interno contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, o qual tem por objeto acórdão que negou provimento a recurso II. Questão em discussão 2. Preenchimento dos requisitos para conhecimento d…
Primeira Turma · Rel. Cristiano Zanin · j. 06/05/2025
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CRIME DE POSSE OU PORTE ILEGAL DE MUNIÇÃO ACOMPANHADO DE OUTROS DELITOS. INAPLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I. Caso em exame 1. Paciente condenado pelo crime de posse ilegal de munição de uso permitido. II. Questão em discussão 2. Pretendida aplicação do princípio da insignificância. III. Razões de decidir 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no …
Primeira Turma · Rel. Cristiano Zanin · j. 30/04/2025
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CRIME DE POSSE OU PORTE ILEGAL DE MUNIÇÃO ACOMPANHADO DE OUTROS DELITOS. INAPLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I. Caso em exame 1. Paciente condenado pelo crime de posse ilegal de munição de uso permitido. II. Questão em discussão 2. Pretendida aplicação do princípio da insignificância. III. Razões de decidir 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no …
Tribunal Pleno · Rel. Flávio Dino · j. 07/04/2025
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