Informativo 715 do STJ
“O juiz tem poderes diante da omissão de alegações finais pelo advogado para oportunizar à parte a substituição dele no causídico ou, na inércia, para requerer que a Defensoria Pública ofereça as alegações finais.”
Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STJ
O juiz pode intimar a parte para substituir o advogado e, persistindo a inércia, acionar a Defensoria Pública ou nomear defensor ad hoc para apresentar as alegações finais. Segundo o STJ em informativo, a recusa do advogado não é forma legítima de impugnar decisões judiciais e não pode paralisar o processo, em respeito à duração razoável.
A ampla defesa é elemento central do processo penal, mas não legitima qualquer conduta da defesa. Se o advogado discorda de decisões do juiz na condução da ação penal, o caminho adequado são os recursos e impugnações previstos em lei, não a negativa de oferecer alegações finais.
Admitir essa recusa como estratégia válida transferiria ao próprio advogado, e não aos tribunais, o poder de definir a legalidade da atuação do magistrado, o que o STJ considera inadmissível.
Diante da omissão, o magistrado pode oportunizar à parte a indicação de novo advogado e, na inércia, requerer que a Defensoria Pública ofereça as alegações finais. A recalcitrância pode levar à nomeação de defensor ad hoc ou até à destituição do causídico.
Essas medidas não configuram ilegalidade ou abuso de poder: são providências legítimas para resguardar a duração razoável do processo, direito fundamental que não fica sujeito ao juízo de conveniência das partes sobre quando e como se manifestar.
“O juiz tem poderes diante da omissão de alegações finais pelo advogado para oportunizar à parte a substituição dele no causídico ou, na inércia, para requerer que a Defensoria Pública ofereça as alegações finais.”
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j. 09/06/2026
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j. 12/05/2026
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