Como funciona a regra da súmula
Quando o servidor acumula na mesma ação pedidos de natureza trabalhista (regidos pela CLT) e estatutária (regidos por regime jurídico próprio), surge um problema de competência, porque cada bloco de pedidos pertence, em princípio, a uma Justiça distinta. A súmula resolve o impasse com um critério temporal: prevalece o juízo onde a ação foi intentada primeiro.
Esse juízo, porém, não julga tudo. Ele decide apenas os pedidos que estão dentro dos limites da sua jurisdição. Os pedidos que fogem à sua competência ficam de fora, sem que isso implique perda do direito.
O que acontece com o pedido remanescente
A parte não fica sem resposta para a parcela não julgada: a súmula garante expressamente o ajuizamento de nova causa, com o pedido remanescente, no juízo competente. Na prática, isso pode exigir duas ações paralelas, uma na Justiça do Trabalho e outra na Justiça comum, cada qual para o período ou vínculo correspondente.
A identificação de qual pedido pertence a qual juízo depende do regime jurídico aplicável a cada período do vínculo, e os tribunais examinam essa separação caso a caso.
Pesquise a jurisprudência completa
Busque decisões sobre este e outros temas em dezenas de tribunais brasileiros.
Pesquisar jurisprudência