Súmula 156 do STJ
“A prestação de serviço de composição gráfica, personalizada e sob encomenda, ainda que envolva fornecimento de mercadorias, está sujeita, apenas, ao ISS. (PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 22/03/1996, DJ 15/04/1996, p. 11631)”
Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STJ
Paga apenas ISS. A Súmula 156 do STJ estabelece que a prestação de serviço de composição gráfica personalizada e sob encomenda se sujeita somente ao ISS, ainda que envolva fornecimento de mercadorias. O que define a tributação é a natureza de serviço da atividade, não o material empregado.
A súmula resolve o conflito de competência entre municípios (ISS) e estados (ICMS) na atividade gráfica. Quando o trabalho é personalizado e feito sob encomenda para cliente determinado, prevalece a natureza de prestação de serviço, e a tributação é exclusivamente municipal, pelo ISS.
O fornecimento de papel, tinta e outros insumos não descaracteriza o serviço nem atrai o ICMS sobre parte da operação: o enunciado é expresso ao dizer que a atividade fica sujeita apenas ao ISS, mesmo com fornecimento de mercadorias.
A chave da súmula está nos qualificativos: composição gráfica personalizada e sob encomenda. Produção gráfica padronizada, destinada ao comércio em geral e sem vínculo com encomenda específica, não se enquadra na hipótese sumulada e pode receber tratamento tributário diverso.
Os tribunais examinam caso a caso se o produto gráfico foi efetivamente personalizado para o encomendante ou se se trata de mercadoria posta em circulação, e essa qualificação fática costuma decidir a controvérsia.
Gráficas que trabalham sob encomenda personalizada devem recolher ISS ao município, e autuações estaduais de ICMS sobre essas operações podem ser questionadas com base na súmula. A prova da personalização e da encomenda é o ponto central da defesa.
“A prestação de serviço de composição gráfica, personalizada e sob encomenda, ainda que envolva fornecimento de mercadorias, está sujeita, apenas, ao ISS. (PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 22/03/1996, DJ 15/04/1996, p. 11631)”
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