O que a tese proíbe
O STF considerou inconstitucional a reprovação fundada exclusivamente no diagnóstico de doença grave. Se o candidato não apresenta sintoma incapacitante nem restrição relevante que o impeça de exercer a função pretendida, a vedação à posse viola a Constituição.
A tese se apoia na dignidade da pessoa humana, na vedação à discriminação e nas regras constitucionais de acesso aos cargos públicos (arts. 1º, III, 3º, IV, 5º, caput, e 37, caput, I e II, da CF). O histórico de saúde, isoladamente, não pode funcionar como barreira de entrada no serviço público.
Os limites do entendimento
A tese não elimina a perícia médica nem impede reprovações legítimas. Havendo sintoma incapacitante ou restrição relevante e incompatível com as atribuições do cargo, a inaptidão pode ser reconhecida.
O ponto central é a compatibilidade concreta entre o estado de saúde do candidato e a função que ele vai exercer, questão que os tribunais examinam caso a caso, à luz das provas produzidas.
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