Súmula 523 do STF
“No processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu.”
Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STF
Depende do grau da falha. Pela Súmula 523 do STF, se o réu ficou sem defesa, a nulidade é absoluta e dispensa prova de prejuízo. Se houve defesa, mas deficiente, a anulação do processo só ocorre mediante prova de prejuízo concreto para o réu. O enquadramento em uma ou outra hipótese define o resultado.
A exigência de prova de prejuízo vale para a defesa deficiente: aquela em que o advogado atuou, mas de forma falha, como peças genéricas, omissão de teses relevantes ou atuação desatenta. Nesses casos, o réu deve demonstrar que a falha influiu no resultado, apontando concretamente o que a deficiência lhe custou.
Sem essa demonstração, a condenação se mantém, ainda que a atuação defensiva tenha sido criticável. Os tribunais examinam caso a caso se a falha apontada teve repercussão real no julgamento.
Se a falha é tão grave que equivale à ausência de defesa, o regime muda: a nulidade passa a ser absoluta e o prejuízo se presume. É o caso de réu que ficou sem defensor em fases essenciais do processo ou cuja defesa foi puramente simbólica.
A linha entre deficiência e falta de defesa nem sempre é nítida, e é justamente nessa qualificação que se concentram as discussões judiciais. A alegação pode ser apresentada em recurso, habeas corpus ou revisão criminal, e o efeito do acolhimento é, em regra, a renovação dos atos viciados com defesa efetiva.
“No processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu.”
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