Resposta rápida
Em regra, sim. O STJ fixou no Tema 875 que a ciência inequívoca do caráter permanente da invalidez, marco relevante para a contagem do prazo, depende de laudo médico. Há duas exceções: quando a invalidez permanente é notória ou quando fica comprovado, na instrução do processo, que o segurado já sabia da condição antes do laudo.
Por que o laudo médico é o marco de referência
A tese parte de uma premissa prática: o segurado comum não tem condições técnicas de saber, por conta própria, se a incapacidade que o acomete é definitiva ou passageira. Por isso, a ciência inequívoca do caráter permanente da invalidez, em regra, só se configura com o laudo médico que ateste essa condição.
Isso protege o segurado contra a alegação da seguradora de que o prazo teria começado a correr do acidente ou do início dos sintomas, quando ainda não havia certeza sobre a permanência da invalidez.
As duas exceções previstas na tese
A primeira exceção é a invalidez permanente notória, situação em que a gravidade e a irreversibilidade são evidentes por si mesmas, dispensando atestado técnico. A segunda ocorre quando fica comprovado, na fase de instrução do processo, que o segurado já tinha conhecimento anterior do caráter permanente da sua condição.
Nesses dois casos, o marco da ciência pode ser deslocado para momento anterior ao laudo. A caracterização da notoriedade e a prova do conhecimento anterior são questões que os tribunais examinam caso a caso, à luz das circunstâncias concretas.
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