Por que a concentração é inconstitucional
A região metropolitana é uma estrutura de interesse comum, formada por vários entes federados. Justamente por isso, o STF considerou inconstitucional que as decisões sobre serviços como o saneamento básico fiquem concentradas de forma excessiva nas mãos de um só município ou do estado.
O entendimento preserva o caráter compartilhado da governança metropolitana: nenhum integrante pode monopolizar as escolhas que afetam todos os demais.
Gestão e receitas também devem ser compartilhadas
A tese vai além do poder de decisão. É igualmente inadmissível que a gestão da empreitada metropolitana comum e a percepção dos seus frutos beneficiem apenas um dos entes federados, o que inclui os valores decorrentes de eventual concessão do serviço à iniciativa privada.
Na prática, normas estaduais ou arranjos institucionais que reservem a um único ente o controle decisório ou as receitas do serviço comum tendem a ser invalidados. A definição do que configura concentração excessiva, porém, é examinada caso a caso pelos tribunais.
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