Informativo 809 do STJ · DJe 6
“A interceptação telefônica demanda ordem judicial fundamentada em elementos concretos que justifiquem sua necessidade, bem como que afastem a possibilidade de obtenção das provas por outros meios.”
Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STJ
A decisão precisa de fundamentação concreta. Para o STJ, em julgado divulgado em informativo, a interceptação telefônica exige ordem judicial apoiada em elementos concretos que demonstrem sua necessidade e afastem a possibilidade de obtenção da prova por outros meios, além de indícios razoáveis de crime punido com reclusão, nos termos da Lei 9.296/1996.
A interceptação telefônica é medida excepcional e só é lícita quando observados os ditames da Lei 9.296/1996. Entre eles, destacam-se a existência de indícios razoáveis da prática de crime punido com reclusão e a impossibilidade de a prova ser obtida por outros meios disponíveis, o chamado requisito da imprescindibilidade.
A decisão que autoriza a medida não pode ser genérica: deve apontar elementos concretos do caso que justifiquem a quebra do sigilo. No julgado, o STJ considerou atendidos os requisitos porque as instâncias ordinárias demonstraram o estreito envolvimento dos investigados na movimentação de quantidades consideráveis de entorpecentes.
Um ponto prático relevante: segundo a jurisprudência do STJ citada no julgado, quando a defesa alega violação ao art. 2º, II, da Lei 9.296/1996, cabe a ela demonstrar que realmente havia outros meios de prova disponíveis no momento do pedido de quebra do sigilo. Sem essa demonstração, a alegação de ilegalidade tende a não prosperar.
O STJ também observa que a atuação de grupos criminosos organizados, por sua complexidade, frequentemente exige a interceptação para delinear as funções de cada membro e descobrir atividades em curso. Ainda assim, a suficiência da fundamentação é examinada caso a caso pelos tribunais.
“A interceptação telefônica demanda ordem judicial fundamentada em elementos concretos que justifiquem sua necessidade, bem como que afastem a possibilidade de obtenção das provas por outros meios.”
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