O fundamento da restituição
O IPC era um fundo fechado de previdência que foi extinto. Quem contribuiu para ele e não chegou a receber benefício ficou em uma situação peculiar: pagou por uma cobertura previdenciária que nunca será prestada. O STJ entendeu que manter esses valores com a União, que sucedeu o instituto em seus direitos e obrigações, configuraria enriquecimento ilícito.
Por isso, a tese reconhece o direito à restituição das contribuições vertidas ao fundo. A lógica é de contrapartida: se nenhum benefício será pago em razão da extinção, as contribuições perdem sua causa e devem ser devolvidas.
O que isso significa na prática
O responsável pela devolução é a União, na condição de sucessora do IPC. A tese, firmada em recurso repetitivo, vincula os demais tribunais em casos idênticos, o que dá previsibilidade às ações de ex-contribuintes do instituto.
Questões acessórias, como forma de cálculo, correção dos valores e prazos para o exercício do direito, não estão definidas na tese e dependem do exame de cada caso concreto pelos tribunais.
Pesquise a jurisprudência completa
Busque decisões sobre este e outros temas em dezenas de tribunais brasileiros.
Pesquisar jurisprudência