O campo de aplicação do art. 166 do CTN
O art. 166 do CTN condiciona a restituição de tributos que comportam transferência do encargo financeiro à prova de que o requerente assumiu o ônus ou está autorizado por quem o assumiu. O STJ delimitou o alcance da regra: ela se aplica quando o contribuinte de direito (aquele que a lei indica como devedor) pede de volta ou quer compensar tributo cujo valor, na prática, foi pago pelo contribuinte de fato, como o consumidor final.
É nessa situação que surge o risco de enriquecimento sem causa: devolver o tributo a quem não suportou o encargo. Por isso a exigência de prova do não repasse (ou de autorização de quem sofreu o repasse) incide justamente nesse cenário.
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