Os limites subjetivos da coisa julgada coletiva
A tese trata de quem pode executar sentença coletiva proferida contra a administração direta (centralizada). Autarquias e fundações públicas são pessoas jurídicas distintas do ente central, com quadros próprios de pessoal, e a condenação imposta apenas à administração centralizada não as alcança.
Por isso, servidores vinculados a autarquias e fundações não podem se valer dessa sentença coletiva para cobrar a verba remuneratória: o título executivo não foi formado contra as entidades a que pertencem nem em benefício deles.
O caso específico do Distrito Federal
A segunda parte da tese aplica esse entendimento à Ação Coletiva 32.159/97: os servidores que integravam os quadros de autarquias e fundações públicas do Distrito Federal na data da propositura daquela ação não foram beneficiados pela coisa julgada ali formada.
Na prática, execuções individuais ajuizadas por esses servidores com base nesse título tendem a ser extintas por ilegitimidade. A verificação do vínculo do servidor na data da propositura é feita caso a caso, a partir da prova documental de cada execução.
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