Súmula 536 do STJ
“A suspensão condicional do processo e a transação penal não se aplicam na hipótese de delitos sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha. (TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 10/06/2015, DJe 15/06/2015)”
Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STJ
Não. A Súmula 536 do STJ estabelece que a suspensão condicional do processo e a transação penal não se aplicam aos delitos sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha. Os benefícios despenalizadores da Lei dos Juizados Especiais ficam afastados nesses casos, independentemente da pena prevista para o crime.
A transação penal e a suspensão condicional do processo são benefícios criados pela Lei 9.099/1995 para infrações de menor potencial ofensivo e crimes com pena mínima reduzida. A própria Lei Maria da Penha, porém, afasta a aplicação da Lei 9.099/1995 aos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.
O STJ consolidou essa vedação na súmula: se o delito segue o rito da Lei Maria da Penha, não há espaço para transação penal nem para suspensão condicional do processo, ainda que, em tese, a pena cominada permitisse os benefícios em outros contextos.
Na prática, o processo por violência doméstica contra a mulher segue seu curso regular, sem acordos despenalizadores que encerrem o caso mediante condições. A lógica é dar tratamento mais rigoroso a essa forma de violência, considerada de especial gravidade pelo ordenamento.
A definição sobre quais delitos se sujeitam ao rito da Lei Maria da Penha depende das circunstâncias do caso concreto, como a relação entre as partes e o contexto de violência doméstica, o que os tribunais examinam caso a caso.
“A suspensão condicional do processo e a transação penal não se aplicam na hipótese de delitos sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha. (TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 10/06/2015, DJe 15/06/2015)”
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