Súmula 522 do STJ
“A conduta de atribuir-se falsa identidade perante autoridade policial é típica, ainda que em situação de alegada autodefesa. (TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 25/03/2015, DJe 06/04/2015)”
Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STJ
Sim, é crime. A Súmula 522 do STJ firmou que atribuir-se falsa identidade perante autoridade policial é conduta típica, ainda que o agente alegue autodefesa. Mentir o próprio nome para escapar de flagrante ou ocultar antecedentes não é abrangido pelo direito de não produzir prova contra si mesmo.
O argumento clássico da defesa era o de que dar nome falso à polícia seria exercício de autodefesa, amparado pela garantia de não autoincriminação. O STJ rejeitou essa tese: o direito ao silêncio protege quem se recusa a responder, mas não legitima a atribuição de identidade falsa.
Assim, quem se identifica com nome de terceiro ou inventa dados pessoais perante a autoridade policial pratica o crime de falsa identidade, mesmo que o objetivo seja evitar a prisão ou esconder antecedentes criminais.
A súmula fecha a porta para absolvições fundadas exclusivamente na alegação de autodefesa nesse contexto. A conduta segue sendo analisada pelos tribunais quanto aos demais elementos do tipo penal e às circunstâncias do caso concreto.
Vale notar que a tese trata da atribuição ativa de identidade falsa, situação diferente do simples silêncio, que permanece protegido. As decisões recentes mostram como essa distinção vem sendo aplicada.
“A conduta de atribuir-se falsa identidade perante autoridade policial é típica, ainda que em situação de alegada autodefesa. (TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 25/03/2015, DJe 06/04/2015)”
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