Resposta rápida
Entram todas as parcelas de natureza salarial. O TST fixou no Tema 280 de recursos repetitivos que a remuneração da hora extra é composta do valor da hora normal, integrado pelas parcelas de natureza salarial, acrescido do adicional previsto em lei, contrato, acordo, convenção coletiva ou sentença normativa.
O critério: natureza salarial da parcela
A tese adota um critério geral em vez de listar verbas: integra a base de cálculo das horas extras toda parcela de natureza salarial. Ou seja, o que conta é o caráter de contraprestação salarial da verba, e não o seu nome ou rubrica no contracheque.
Parcelas de natureza indenizatória, por consequência lógica do critério, ficam de fora da base. A classificação de cada verba como salarial ou indenizatória depende de sua configuração concreta, e os tribunais examinam essa questão caso a caso.
Como o cálculo se estrutura
Primeiro, apura-se o valor da hora normal já integrado pelas parcelas salariais. Sobre esse valor incide o adicional de horas extras, que pode decorrer da lei ou de instrumento mais benéfico, como acordo coletivo, convenção coletiva, contrato ou sentença normativa.
A tese reafirma a Súmula 264 do TST com força vinculante de recursos repetitivos. Cálculos de horas extras feitos apenas sobre o salário-base, ignorando outras parcelas salariais habituais, tendem a gerar diferenças passíveis de cobrança judicial.
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