O fato gerador só ocorre no pagamento
Pelo art. 16-A da Lei n. 10.887/2004, a contribuição ao PSS, nas demandas judiciais, só é devida a partir do pagamento dos valores requisitados ao ente público. No caso de precatório ou RPV, o fato gerador ocorre no momento do pagamento ao beneficiário, quando a instituição financeira faz a retenção na fonte.
Antes desse momento não há tributo devido pelo credor da Fazenda Pública. Por isso, não se trata de incluir no débito verba que pertenceria à União: a dívida reconhecida judicialmente só sofre a incidência da contribuição quando o precatório ou a RPV é pago.
Consequências práticas do entendimento
Como o desconto do PSS só acontece no fim, os juros de mora devem ser calculados sobre o valor que inclui essa parcela. Se a contribuição fosse abatida antes, haveria antecipação indevida do fato gerador e redução indevida do montante devido ao servidor.
O STJ também registrou que os juros de mora, por sua natureza indenizatória, não sofrem incidência da contribuição. Em liquidações e cumprimentos de sentença contra a Fazenda, os cálculos costumam ser conferidos caso a caso à luz desses parâmetros.
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