JurisprudênciaIA

As leis estaduais do DIFAL do ICMS anteriores à LC 190/2022 são válidas?

Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STF

Resposta rápida

Sim, são constitucionais, mas com eficácia condicionada. Conforme tese do STF divulgada em informativo, as leis estaduais e distritais editadas após a EC 87/2015 e antes da LC 190/2022, que instituíram o DIFAL do ICMS nas operações a consumidor final não contribuinte, são válidas, porém só produzem efeitos a partir da vigência da LC 190/2022 e naquilo que forem compatíveis.

Validade das leis, eficácia adiada

A EC 87/2015 criou o diferencial de alíquotas do ICMS nas operações interestaduais destinadas a consumidor final não contribuinte, e diversos estados editaram leis para cobrá-lo antes da lei complementar nacional. O STF não invalidou essas leis: reconheceu sua constitucionalidade, mas condicionou a produção de efeitos à entrada em vigor da LC 190/2022.

Isso significa que os estados não precisaram editar novas leis após a LC 190/2022, desde que as leis locais anteriores sejam compatíveis com a disciplina da lei complementar. No que houver incompatibilidade, a legislação estadual não prevalece.

Reflexos práticos da tese

Para os contribuintes, a consequência central é temporal: a cobrança do DIFAL com base nessas leis estaduais só é legítima a partir da vigência da LC 190/2022, observada a regra da anterioridade tributária mencionada na tese. Cobranças fundadas apenas na lei estadual, no período anterior a esse marco, carecem de suporte de eficácia.

A definição do momento exato em que cada estado pôde exigir o DIFAL e a compatibilidade de cada lei local com a LC 190/2022 envolvem particularidades que os tribunais examinam caso a caso.

O que dizem os tribunais

Informativo 1196 do STF · RE 1.426.271

São constitucionais as leis estaduais e distritais editadas após a EC nº 87/2015 e antes da entrada em vigor da LC nº 190/2022, que instituíram a cobrança do Diferencial de Alíquotas do ICMS (DIFAL) nas operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final não contribuinte do imposto. No entanto, essas leis produzem efeitos somente a partir da vigência da LC nº 190/2022 e naquilo que for compatível.

Decisões recentes sobre o tema

Selecionadas automaticamente na nossa base e atualizadas com frequência.

AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.596.670

Segunda Turma · Rel. ANDRÉ MENDONÇA · j. 29/06/2026

Ementa: Direito tributário. Agravo regimental no recurso extraordinário. Diferencial de Alíquota (Difal) do ICMS. Emenda Constitucional nº 87, de 2015. Consumidor final contribuinte do imposto. Inaplicabilidade do Tema RG nº 1.093. Agravo regimental a que se nega provimento. I. Caso em exame 1. Recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que declarou a inexistência de relação jurídico-tributária quanto à cobrança de Difal…

AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.595.765

Segunda Turma · Rel. ANDRÉ MENDONÇA · j. 16/06/2026

Ementa: Direito tributário. Agravo regimental no recurso extraordinário. Mandado de segurança. Alegação de ausência de fundamentação: não acolhida. ICMS. Diferencial de alíquota (Difal). Edição de lei complementar geral. Validade de leis estaduais anteriores. Eficácia condicionada. Portal Nacional do Difal. Reexame de fatos e provas. Enunciado nº 279 da Súmula do STF. Agravo não provido. I. Caso em exame 1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática pela qual se …

AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.551.316

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RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.588.472

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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.557.810

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