O fundamento da continuidade da execução
A dúvida era se a liquidação extrajudicial, regime especial de encerramento de certas empresas, atrairia os créditos trabalhistas para o procedimento concursal, suspendendo as execuções individuais. A orientação responde que não: a execução segue seu curso normal na Justiça do Trabalho.
O TST se apoia na aplicação supletiva da Lei 6.830/80, cujos arts. 5º e 29 preservam a cobrança judicial contra a submissão a concurso de credores, com base na autorização do art. 889 da CLT e na competência fixada pelo art. 114 da Constituição.
O que isso significa na prática
O trabalhador com crédito reconhecido não precisa habilitar seu crédito no procedimento de liquidação extrajudicial para receber: os atos executivos, como penhora e expropriação de bens, podem prosseguir no próprio processo trabalhista.
A forma concreta de satisfação do crédito, porém, depende das circunstâncias de cada caso, como a existência de bens penhoráveis e eventuais responsáveis subsidiários ou solidários. Os tribunais examinam essas questões caso a caso, como mostram as decisões listadas abaixo.
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