Por que o Estado não pode criar essa cobrança
A Constituição reserva à União a competência privativa para legislar sobre águas e recursos minerais (art. 22, IV e XII). Quando uma lei estadual institui compensação ou participação financeira com natureza de obrigação tributária principal sobre essas atividades, ela invade esse espaço normativo federal.
Além disso, a competência comum prevista no art. 23, XI, que permite aos entes acompanhar e fiscalizar a exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios, não autoriza a criação de tributos. Registrar, acompanhar e fiscalizar é diferente de instituir cobrança, e a tese deixa claro que o estado extrapola seus poderes quando dá esse passo.
O que isso significa na prática
Leis estaduais que criem taxas, compensações ou participações financeiras de natureza tributária vinculadas à mineração ou ao uso da água tendem a ser declaradas inconstitucionais quando questionadas. Empresas do setor podem contestar judicialmente cobranças desse tipo com fundamento na tese.
A definição sobre se determinada exação estadual configura ou não obrigação tributária principal é examinada caso a caso pelos tribunais, considerando a estrutura concreta da cobrança criada pela lei local.
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