Por que a lei estadual é inconstitucional
O problema não está no mérito da medida, mas em quem pode legislar sobre ela. Contratos de plano de saúde envolvem direito civil e política de seguros, matérias que a Constituição reserva privativamente à União no art. 22, I e VII. Quando o estado cria obrigação nova para as operadoras, como a cobertura de exames solicitados por nutricionista, ele legisla sobre o conteúdo desses contratos.
Por isso, o STF reconheceu a inconstitucionalidade formal da norma estadual. Não coube ao Tribunal avaliar se a cobertura seria desejável, e sim constatar que o ente federativo errado editou a regra.
O que isso significa na prática
Obrigações de cobertura para planos de saúde devem vir de legislação federal ou da regulação nacional do setor, não de leis estaduais. Leis locais que criam coberturas obrigatórias tendem a ser invalidadas por vício de competência, e os tribunais examinam cada norma caso a caso.
Isso não impede, por si só, que o consumidor discuta a cobertura de um exame específico com base na legislação federal aplicável ao seu contrato. A tese trata apenas da impossibilidade de o estado criar essa obrigação por lei própria.
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