Por que a cláusula de vigência do contrato é inválida
Acordos coletivos e normas internas frequentemente previam que só receberia PLR quem estivesse empregado na data do pagamento. A súmula rejeita essa condição por violar o princípio da isonomia: o empregado que trabalhou durante o período de apuração concorreu para o lucro tanto quanto os que permaneceram na empresa.
A consequência é que a cláusula limitadora, ainda que negociada coletivamente ou prevista em regulamento, não impede o pagamento proporcional ao trabalhador desligado antes da distribuição.
O que o ex-empregado recebe na prática
O direito reconhecido é ao pagamento proporcional aos meses trabalhados no período de apuração, e não ao valor integral da parcela. O cálculo, portanto, considera a fração do exercício em que houve efetiva prestação de serviços.
Em regra, os tribunais aplicam esse entendimento tanto a dispensas sem justa causa quanto a outras formas de rescisão antecipada, examinando caso a caso os critérios do programa de PLR e o período efetivamente trabalhado.
Pesquise a jurisprudência completa
Busque decisões sobre este e outros temas em dezenas de tribunais brasileiros.
Pesquisar jurisprudência