A razão de ser da exigência
No seguro facultativo de responsabilidade civil, a seguradora só paga se ficar reconhecida a responsabilidade civil do segurado pelo acidente. Definir essa responsabilidade em processo sem a participação do próprio segurado violaria o devido processo legal e a ampla defesa, pois ele seria atingido por uma decisão da qual não pôde se defender.
Por isso, a tese veda a demanda proposta direta e exclusivamente contra a seguradora. O ponto central é a exclusividade: o que não se admite é deixar o causador do dano fora do processo.
O que isso significa na prática
A vítima de acidente de trânsito deve direcionar a ação contra o causador do dano, e a discussão sobre a participação da seguradora no mesmo processo segue as regras processuais aplicáveis a cada caso. O que a tese afasta é o atalho de acionar somente a seguradora, sem o segurado.
Ajuizada a ação apenas contra a seguradora, o processo tende a ser extinto ou a exigir correção do polo passivo, conforme o momento e as circunstâncias, o que os tribunais avaliam caso a caso.
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