O que a orientação efetivamente decide
A tese consolidada examina o Plano de Carreira, Cargos e Salários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), que condicionava a progressão por antiguidade a uma deliberação da diretoria. O TST entendeu que essa exigência é condição puramente potestativa, ou seja, depende exclusivamente da vontade da própria empresa.
Por isso, a falta de deliberação da diretoria não impede o deferimento da progressão horizontal por antiguidade aos empregados que preencham as demais condições previstas no plano. A empresa não pode frustrar, por omissão própria, vantagem que ela mesma instituiu.
E a fixação do salário profissional em salários mínimos?
A possibilidade de fixar salário profissional em múltiplos do salário mínimo não é objeto dessa orientação e depende do exame das normas constitucionais sobre vinculação ao salário mínimo, das leis de cada profissão regulamentada e da jurisprudência específica, aplicadas caso a caso pelos tribunais.
Quem pesquisa o tema deve buscar os precedentes próprios sobre salário profissional e vinculação ao mínimo; as decisões recentes listadas abaixo ajudam a mapear o estado atual da discussão.
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